A gente se reconhece nas artes.

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Imprensa

Cinema e Literatura

Da imaginação à empatia

 

Eu acredito realmente e de forma passional que ler e tentar escrever são as coisas mais importantes que você pode fazer para mudar a sua vida. – Susie Nicklin, Diretora de Literatura do British Council.

 

O escritor britânico Ian McEwan uma vez disse que a verdadeira inteligência requer uma imaginação incrível. E nada melhor que a leitura para alimentá-la. Muitos estudos já foram feitos tentando relacionar leitura e inteligência, todos com resultados muito parecidos – que o hábito de ler melhora a compreensão da vida. Mais do que isso: que a leitura de clássicos aumenta a empatia, a percepção social e a inteligência emocional, habilidades que não apenas enriquecem a vida como contribuem para um mundo mais justo e melhor.

Como parte do legado Olímpico, o programa Transform apoia projetos de grande porte e eventos que demonstram o engajamento do British Council com as artes no Brasil através de ações educativas, artísticas e de intercâmbio com o Reino Unido durante os quatro anos entre as Olimpíadas de Londres 2016 até as Paraolimpíadas no Rio. E como não poderia deixar de ser, literatura e cinema foram um dos destaques do programa.

 

20mil

foi o total de público na praia de Copacabana durante o Festival do Rio British Focus em 2012

+9mil

pessoas compareceram à 1a edição da FLUPP no RJ em 2012

1800

participaram dos nossos eventos promovidos durante a FLIP em 2013

Luiz Coradazzi
Diretor de Artes Brasil

Sabrina Cândido
Gerente de Artes para Filme e Música

Democratização da cultura

“Um estudo realizado no Reino Unido mostrou que se você é pai e quer influenciar seu filho, a coisa mais importante que você pode fazer é ensiná-lo a ler por prazer; mais importante do que aulas de piano, de mandarim, de redação, ler é mais importante que qualquer coisa que o dinheiro possa comprar”, disse Susie durante a primeira FLUPP, Festa Literária das Periferias no Morro dos Prazeres, em 2012, no Rio de Janeiro. O evento, apoiado pelo British Council, tem como objetivo engajar comunidades vulneráveis com a excelência nas artes, criando oportunidades para novos talentos. Ao longo de quatro dias, escritores brasileiros e britânicos realizaram performances, leituras e discutiram questões que envolvem as preocupações diárias das comunidades urbanas. “A decisão de apoiar a FLUPP foi muito fácil, pois ela traz valores que o British Council já compartilhava de democratização da cultura, de estímulo a novos autores e artistas e de levar a cultura a comunidades marginalizadas”, explica Luiz Coradazzi, Diretor de Artes do British Council Brasil. Para Lucimara Letelier, Diretora Adjunta de artes do British Council, a arte ultrapassa as barreiras entre as culturas. “Quando você fala em literatura, você está falando de conhecimentos populares, das histórias de um povo. A literatura aproxima essas culturas e a gente entende que um programa como esse é capaz de transformar a maneira como uma cultura enxerga a outra”, conclui Lucimara.

Do Reino Unido para o mundo

O legado de Shakespeare foi celebrado nos 400 anos de sua morte por meio do Shakespeare Lives, uma campanha global presente em mais de 140 países que incluiu atividades artísticas e educativas por todo o Brasil. O programa traz espetáculos de dança e teatro, exibições de filmes, exposições de arte e a publicação de recursos educacionais para o ensino da língua inglesa. Apesar de não fazer parte do Transform, foi a partir dele e dos anos de construção conjunta que a Shakespeare Lives teve sua presença fortalecida na FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, por meio da Shakespeare House, em 2016, evento que ocupou a Capelinha Nossa Senhora das Dores, no centro histórico da cidade. Com o objetivo de aproximar o autor de quem não o conhece e aprofundar a experiência de quem já o leu, a casa foi palco de debates de especialistas, performances, esculturas de personagens do dramaturgo e treinamentos para professores abordarem Shakespeare em suas aulas – tudo regado a um típico chá inglês.  Em 2014, tradutores literários brasileiros e britânicos, em início ou meio de carreira, se reuniram em Paraty para o workshop de tradução literária na Escola de Inverno, parceria do British Council com a Fundação Biblioteca Nacional, a Universidade Fluminense e apoio do Arts Council England. Com o objetivo de valorizar este importante trabalho e de criar uma rede de profissionais das duas nações, o workshop trouxe discussões sobre a complexidade e os desafios inerentes ao ofício.

 

Acesso e oportunidade

Vale lembrar que o Transform foi inaugurado no Festival do Rio 2012 – Foco UK, com filmes mudos de Hitchcock restaurados pela British Film Institute’s National Archive (BFI) projetados na praia de Copacabana, com trilha sonora ao vivo da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem. O British Council também promoveu uma importante troca entre profissionais brasileiros e britânicos do setor por meio de participação em festivais.  A Mostra Geração contou com a exibição de filmes britânicos em comunidades do Rio de Janeiro dirigidas ao público infanto-juvenil, seguidas de debates com os diretores, autores e outros especialistas. Cineastas premiados (como o escocês Ainslie Henderson, diretor e animador vencedor do prêmio Bafta) e educadores do Glasgow Youth Film Festival participaram no programa educativo do Amazonas Film Festival; o Festival de Curtas de São Paulo e Encounters SFF de Bristol também estabeleceram uma rica parceria, bem como o Janela de Cinema de Recife e o programa especial de arquivos do British Film Institute. Todas as parcerias se deram por meio de master classes, debates e workshops de animação, efeitos especiais e produção de festivais.

“Quando você fala em literatura, você está falando de conhecimentos populares, das histórias de um povo. A literatura aproxima essas culturas e a gente entende que um programa como esse é capaz de transformar a maneira como uma cultura enxerga a outra.”

Lucimara Leterlier, British Council

Oportunidade Rara

Adivinhe quem foi o autor mais adaptado para o cinema em todo o mundo? Sim, ele mesmo. William Shakespeare. Com mais de mil menções entre filmes para cinema, televisão e séries, sua obra também foi marcante para aqueles que não o leram, mas o assistiram. Como parte da Shakespeare Lives e em parceria com a Great Britain, vem sendo realizada uma turnê de filmes raros do acervo do British Film Institute baseados na obra do autor, o Shakespeare on Film, que já passou pelo SESC, pelo Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e em setembro estará em Belo Horizonte. O público terá a oportunidade de assistir a filmes raros e de conhecer a força atemporal das questões abordadas pelo autor. Biógrafos de Shakespeare e críticos de teatro são unânimes ao afirmar que, mais do que grandes clássicos, sua obra deixou o legado incomparável de levar o homem ao encontro dele mesmo, ajudando-o na compreensão de sua própria natureza. No plano individual, pode-se considerar a sua obra como um aditivo para a inteligência. No plano coletivo, como uma poderosa ferramenta de transcendência. Porque não há nada mais transformador do que a reflexão e a consciência.

DESTAQUE
Conversas Transformadoras

“A arte transforma tudo."
Jo Clifford

Jo Clifford, Dramaturga, poeta e atriz escocesa, fala sobre como foi seu trabalho junto com o British Council/Transform nos projetos Núcleo de Dramaturgia SESI - British Council, além de Unlimited e FLUPP.

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