A gente se reconhece nas artes.

i

t

f

 

Imprensa

Economia Criativa e Capacitação

Criação como Transformação

 

O Brasil tem uma extraordinária capacidade de produzir a partir de quase nada e as pessoas não se sentem desestimuladas por isso. Imagine se elas tiverem um pouco mais de meios, o que são capazes de fazer. – Cláudia Toni, Gestora Cultural

 

De acordo com a edição especial do Relatório de Economia Criativa elaborado pela UNESCO e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 2013, um dos setores que está crescendo mais rápido no mundo econômico, não apenas em termos de geração de renda, mas também na criação de empregos, é o da Economia Criativa. “Existe uma necessidade urgente de encontrar novos caminhos de desenvolvimento que encorajem a criatividade e a inovação na busca de crescimento e desenvolvimento inclusivo, justo e sustentável”, diz o relatório, e aponta a criatividade e a inovação humanas como a verdadeira riqueza das nações no século XXI.

Com o objetivo de criar uma rede de artistas e empresários brasileiros e britânicos voltados para o crescimento sustentável do setor, o programa Transform lançou uma série de projetos em que Brasil e Reino Unido trocaram experiências e aprenderam sobre as especificidades desta economia emergente.

43%

de empreendedores treinados já estão comercializando seus produtos e serviços

500

jovens profissionais inscritos para 20 vagas no workshop Backstage to the Future 2016

44%

taxa de crescimento real e antecipada ao ano prevista pelos empreendedores participantes

Márcia Mansur
Gerente de Artes
Creative Skills

Effie Vourakis Gerente de Projetos,
Museus, Artes Visuais, Arquitetura, Design e Moda

Inspiração é só o começo

O conceito é amplo e ainda em desenvolvimento, mas, em linhas gerais, enquanto a economia tradicional engloba a manufatura de produtos, agricultura e comércio, a Economia Criativa trata de bens e serviços criativos, ou seja, aqueles baseados principalmente no conhecimento e na criatividade e que geram trabalho e renda. Seus modelos de gestão envolvem toda a cadeia produtiva, desde a criação, produção, difusão, circulação/distribuição até o consumo/fruição de bens e serviços criativos.

Portanto, quando nos deparamos com algo genial, temos que lembrar do que disse Thomas Edison, inventor da lâmpada elétrica e de muitas outras coisas: “1% inspiração e 99% transpiração”, pois toda boa ideia demanda um colosso de trabalho até estar pronta.

VIDEO: Culture Shift: Gambiarra Tech 2014

Confira mais videos do Transform [+]

Pensando nisso, foi criado o programa de treinamento Backstage to the Future,  que será realizado durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para jovens profissionais das áreas técnicas de produção em artes cênicas no Brasil, e ainda contará com a presença do ilustríssimo Michael Boyd, diretor de teatro e ex-diretor artístico da Royal Shakespeare, a mais importante companhia britânica de teatro. Boyd vai oferecer duas masterclasses durante o evento, uma para atores profissionais e outra para os participantes do programa. Ao longo de 20 dias, profissionais trocarão experiências sobre práticas de atuação técnica e participarão de workshops em iluminação, sonorização, gestão de palco, acessibilidade para backstage e marketing digital com a produtora britânica Walk The Plank. Ao final do curso os alunos terão a oportunidade de trabalhar na produção de grandes espetáculos como os que a Scottish Dance Theatre e o Graeae farão durante os Jogos. Mais de dois meses antes de sua realização, o Backstage to the Future contava com mais de 500 inscritos para apenas 20 vagas. “Acho que isso indica uma forte demanda de capacitação na área de artes cênicas”, comenta Marcia Mansur, Gerente de Projetos do British Council.

Saber é poder

E não apenas de capacitação – ainda há muito a entender sobre o assunto. Para atender a esta demanda de conhecimento, o British Council lançou uma série de debates em parceria com organizações brasileiras e britânicas, e com patrocínio do BNDES, que ofereceram reflexão e inspiração para a criação de novos projetos e políticas adaptadas ao contexto brasileiro. Os eventos aconteceram no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e São Paulo, em que também foram debatidas necessidades locais em termos de design e inovação, regeneração urbana e políticas públicas. Os eventos são o resultado de uma série de três publicações lançadas pelo British Council em 2014 que compõem os Diálogos de Economia Criativa entre Brasil e Reino Unido, com curadoria da economista Lídia Goldenstein. Com patrocínio do SEBRAE, o Transform também conta com o Treinamento Nesta-British Council para empreendedores criativos, que utiliza uma metodologia desenvolvida pela agência britânica Nesta (National Endowment for Science, Technology and the Arts) para ajudar o empreendedor criativo a planejar, desenvolver e comunicar o seu negócio.

“Através desse programa, produtores, tecnólogos e artistas brasileiros e britânicos vão trabalhar em conjunto para entender Recife e seus problemas e buscar intervenções, produtos e ações que tornem a cidade mais playful e resolvam alguma questão realmente necessária da cidade.

Carla Costa, Porto Digital

Soluções colaborativas

Outro projeto importante em produção cultural é o Recife: The Playable City, parceria entre o British Council, a Porto Digital e a Watershed, com apoio do Arts Council England. O programa oferece a artistas, produtores e tecnólogos de Pernambuco uma residência criativa na Inglaterra onde profissionais brasileiros e britânicos criam soluções inovadoras e lúdicas para espaços coletivos e serviços da cidade. “Através desse programa, produtores, tecnólogos e artistas brasileiros e britânicos vão trabalhar em conjunto para entender Recife e seus problemas e buscar intervenções, produtos e ações que tornem a cidade mais playful e resolvam alguma questão realmente necessária da cidade”, diz Carla Costa, da Porto Digital. Desde sua implementação, este projeto já ganhou mais versões mundo afora, em Lagos, na Nigéria e em Tóquio, no Japão.

Fotógrafos, videomakers, arquitetos, escritores e profissionais de áudio e estudantes também puderam participar do workshop com o coletivo britânico Marshmallow Laser Feast no projeto Dividing Lines, numa exploração pela cidade de São Paulo em busca de imagens contrastantes e coexistentes. As fotografias foram feitas em 360°, escaneadas no scanner panorâmico Lidar e processadas em open source e softwares comuns, se transformando em verdadeiras jornadas pelas paisagens capturadas. O resultado final do workshop será exibido na galeria e fachada do SESI em setembro de 2016.

Se o Brasil já realiza maravilhas a partir de muito pouco, o que esperar de uma troca tão rica e intensa como a que se deu com o Reino Unido nos últimos quatro anos por meio do Transform? Um legado não apenas de grandes criações, mas de transformações criativas e duradouras, com benefícios para todos.

 

DESTAQUE
Conversas Transformadoras

“A arte é uma linguagem."
Lidia Goldenstein

Lidia Goldenstein, Doutora em Economia, pesquisadora de projetos na área de economia criativa no Brasil e no exterior, fala sobre como foi seu trabalho de curadoria junto com o British Council no projeto Diálogos de Economia Criativa.

LEIA MAIS

Conheça as demais áreas de atuação do Transform:

| Música | Museus | Dança e Teatro | Cinema e Literatura |

| Economia Criativa e Capacitação | Acessibilidade e Direitos Humanos |

 

“A arte é uma linguagem."
Lidia Goldenstein

i

t

f