A gente se reconhece nas artes.

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Imprensa

Museus | Desenvolvimento e Curadoria

Foto: Cesar Barreto

Diálogo que transforma

 

Participar do curso Museum Academy foi uma ótima oportunidade para conhecer as reflexões e práticas dos museus britânicos no desenvolvimento de públicos, assim como compartilhar experiências e questionamentos com colegas de diferentes museus do Brasil. – Gabriela Aidar, Pinacoteca do Estado de São Paulo

 

O paleontólogo e escritor britânico Richard Fortey escreveu que museus podem não ter poder político, mas tem a possibilidade de influenciar o processo político como um todo. “Isso é uma mudança completa do seu papel inicial de coletar e entesourar o mundo até o de usar as coleções como um arquivo para um mundo em mudança. Esse papel não é apenas cientificamente importante, mas é também uma necessidade cultural”, escreve ele. E vai além: “Eu acredito profundamente na importância dos museus; iria ainda mais longe e diria que você pode julgar uma sociedade pela qualidade dos seus museus”. Por reconhecer o papel fundamental dos museus nos processos de transformação social, urbana e cultural, o British Council, por meio do Programa Transform de museus criou uma plataforma contínua de troca de conhecimentos e melhores práticas entre instituições brasileiras e britânicas para o desenvolvimento do setor em ambos os países.

Lucimara Letelier
Diretora Adjunta de Artes e Coordenadora do Programa Transform de Museus

455mil

pessoas passaram pela exposição "Lucian Freud: Corpos e Rostos" no MASP em 2013

416mil

pessoas visitaram a exposição "Antony Gormley: Still Being at CCBB"

300mil

pessoas visitaram a exposição "Tino Sehgal" no CCBB e Pinacoteca do Estado

Effie Vourakis Gerente de Projetos,
Museus, Artes Visuais, Arquitetura, Design e Moda

Convergência de Interesses

O Programa Transform de Museus atua em quatro frentes: fortalecimento de políticas públicas, intercâmbio entre museus, aprofundamento dos estudos das universidades e capacitação profissional. O início do programa, em 2012 e 2013, abriu o diálogo e construiu pontes a partir de três visitas de estudos com 25 lideranças de museus e organizações no Reino Unido e Brasil. Também foram oferecidas bolsas, cursos, workshops e estabelecidas parcerias com importantes fóruns e conferencias nos dois países. Um dos resultados desse intercâmbio foi a criação do Museum Academy, realizado em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo lançado em 2015 e em sua segunda edição no Rio de Janeiro este ano, em parceria com o MAR (Museu de Arte do Rio). “O Museum Academy foi um curso de Desenvolvimento de Públicos para gestores de museus, com o intercâmbio entre profissionais das esferas municipal, estadual e federal, além de diretores e gerentes de museus brasileiros e britânicos”, explica Effie Vourakis, Gerente de Projetos do British Council. “O curso possibilitou que 25 pessoas de vários museus, de cinco estados do Brasil estivessem aqui trabalhando, entre britânicos e brasileiros, aprendendo como trazer novos públicos e como engaja-los nas causas dos museus”, explica Lucimara Letelier, Diretora Adjunta de Artes do British Council.

VIDEO: Programa Transform de Museus - 4 anos

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A 23ª edição da Conferência Geral do ICOM – International Council of Museums, a principal organização mundial de museus e seus profissionais, aconteceu no Rio de Janeiro em 2013 com o tema “Museu (Memória + Criatividade) = Mudança Social”, e o Transform foi parceiro de cinco comitês internacionais com palestras e workshops realizadas por britânicos, além de ter concedido duas bolsas a jovens talentos de museus britânicos para participarem da conferência. “Conheci pessoas e fiz novos contatos em todos os continentes do mundo, o que mostra o alcance global do ICOM e confirma a Conferência Geral como uma oportunidade incrível para networking e aprofundamento de conceitos”, conta Dana Andrew, do Victoria and Albert Museum. Outro evento fundamental para o setor é o Encontro Paulista de Museus. Já em sua 8ª edição, contou com seis palestrantes do Reino Unido como parte da parceria com o British Council desde 2013 que puderam trocar experiências com cerca de 1.500 profissionais do SISEM, o Sistema Estadual de Museus do Estado de São Paulo.

Em 2015, o Seminário Museus e seus Públicos, realizado pelo British Council no Museu de Arte do Rio - MAR  atraiu mais de 200 profissionais e consolidou uma importante etapa do Transform celebrando parcerias muito potentes, como por exemplo a do Science Museum (Londres) e o Museu do Amanhã (Rio de Janeiro), com a assinatura do Termo de intenção de cooperação entre os museus para programas educacionais, exposições, intercambio de conhecimento, pesquisa, e especialistas.

Em Novembro de 2016, a Conferência Internacional Transform de Museus: Museus para Quê? trata do papel do museu na sociedade contemporânea, trazendo os parceiros do programa para debater nos painéis em cinco áreas escolhidas por eles: o papel social e transformador do museu, sustentabilidade financeira, politicas públicas, formas de engajamento e conexão com os públicos, inovação, branding e novas mídias.

 

Do Brasil para o mundo

O Transform também desenvolveu parcerias com museus e centros culturais na realização de exposições em artes visuais, residências artísticas  e workshops ministrados por artistas britânicos no Brasil. Uma delas é a exposição do premiado Haroon Mirza, pela primeira vez na América Latina com um trabalho interdisciplinar que une artes visuais, som e intervenções arquitetônicas. A exposição, com o nome ÃÃÃ, foi desenvolvida ao longo de uma residência de dois meses no espaço artístico Pivô, em São Paulo, período em que o artista capturou imagens e sons da cidade para compor a instalação.

“Conheci pessoas e fiz novos contatos em todos os continentes do mundo, o que mostra o alcance global do ICOM e confirma que a Conferência Geral é uma oportunidade incrível para networking.”

Dana Andrew, Victoria & Albert Museum

A Bienal de São Paulo, um dos mais importantes eventos do circuito mundial de artes, também conta com a presença britânica desde sua primeira edição, e o histórico dessa participação, com todos os artistas e suas obras,  será contada em uma linha do tempo digital que abrange desde a 1ª Bienal em 1951 até a 32ª Bienal, esse ano, no site do British Council. Além disso, arquitetos, designers e artistas do Reino Unido tiveram a oportunidade de vir ao Brasil por meio da Lina Bo Bardi Fellowship para pesquisar o legado da arquiteta italiana no país.

“Foi bonito ver o Transform Museus promover um encontro entre as expertises de cada país. O protagonismo do Brasil em engajamento comunitário, patrimônio imaterial, inclusão social, leis de incentivo, modelos híbridos de governança(PPP), por exemplo, ganhou novos contornos em conjunção com o ativismo de museus britânicos com seus mecanismos perenes de políticas públicas, fontes inovadoras de recurso e uma gestão estruturada e planejada”, comenta Lucimara Letelier. Um dos maiores legados do programa é o reconhecimento de que ambos tem muito que aprender e trocar,  entre eles e com o mundo. Para Effie, muito disso acontece dentro do Museum Academy, hoje International Museums Academy: “É uma proposta global agora que foi vivenciada primeiro aqui no Brasil”, diz. É sempre bom lembrar, como já disse Fortey, que uma vida acumula uma coleção: de pessoas, trabalho e perplexidade. E que grande parte disso está muito bem guardada nos museus.

DESTAQUE
Conversas Transformadoras

Marcelo Mattos, Secretário de Cultura Estado de São Paulo e novo Presidente do Ibram – Instituto Brasileiro de Museus, fala sobre como foi o trabalho junto ao British Council na área de Museus, Música e Acessibilidade.

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Conheça as demais áreas de atuação do Transform:

| Música | Museus | Dança e Teatro | Cinema e Literatura |

| Economia Criativa e Capacitação | Acessibilidade e Direitos Humanos |

 

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